Brasil festeja 30 anos do último título mundial de Ayrton Senna

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O automobilismo brasileiro não comemora um título mundial na Fórmula 1 há 20 anos, mas a última conquista tupiniquim ainda está mais viva do que nunca na memória de muitos fãs de velocidade. Foi no dia 20 de outubro de 1991 que Ayrton Senna da Silva celebrou seu terceiro título mundial.

Aquela temporada já tinha sido mais do que especial para o então bicampeão, por conta de sua primeira vitória em Interlagos. Diante de um Autódromo de Interlagos com arquibancadas lotadas, Senna superou o desgaste de uma corrida caótica, com direito a muita chuva e inúmeros problemas em sua McLaren, que terminou a corrida apenas com a sexta marcha. A imagem do desgaste daquela corrida se estampou no rosto de Senna, que quase não teve forças para erguer o troféu de vencedor, tamanho o desgaste sofrido naquele domingo.

A terceira vitória de Ayrton nas ruas do Principado de Mônaco também marcaram o ano de 1991. Senna lutava para acompanhar o ritmo das Williams, que despontavam como sensações da temporada. Depois de Mônaco, o brasileiro ficaria cinco corridas sem vencer, até voltar a briga pelo título com o triunfo na Hungria.

Nem mesmo a aproximação na tabela de Nigel Mansell e sua Williams no meio da temporada ameaçou de verdade o triunfo do brasileiro da McLaren. Logo após o GP da Alemanha, Mansell ficou oito pontos atrás de Senna (a vitória valia dez pontos); o leão vinha de três vitórias seguidas. Na corrida seguinte, na Hungria, a McLaren reagiu e colocou Ayrton no traçado de seu tricampeonato.

A confirmação do título veio mais numa vez em Suzuka. O quinto Grande Prêmio do Japão disputado naquela pista decidia pela quinta vez o mundial de pilotos da Fórmula 1.

Felizmente, para os brasileiros, o talento de Senna acabou prevalecendo sobre a tecnologia dos carros de Frank Williams. Em Suzuka, última etapa do campeonato, Senna seria ajudado por seu companheiro de equipe (e um dos poucos amigos que tinha na F-1) Gerhard Berger, que impediu a aproximação dos rivais.

Com o título assegurado desde as primeiras voltas, deixar de vencer o GP do Japão a poucos metros da linha de chegada.

“Foi uma forma de retribuir a ajuda que Gerhard Berger me deu no campeonato”, afirmou Ayrton Senna, para explicar por que tirou o pé do acelerador para que o companheiro da equipe McLaren ganhasse a prova em Suzuka. Senna cruzou a linha em segundo lugar, 344 milésimos atrás de Berger e conquistou seu terceiro título mundial na F1.

Senna não foi tão político com os seus superiores na Fórmula 1. Após garantir o título, ele comemorou a troca do inimigo Jean-Marie Balestre por Max Mosley na presidência da extinta Federação Internacional de Automobilismo Esportivo (Fisa). Seu desabafo era motivado pela penalização e a suspensão temporária de sua superlicença pela confusão com Alain Prost em 1989. “Se você se f… cada vez que tenta fazer o seu trabalho limpo e correto, se o sistema te f…, se outras pessoas tentam se aproveitar disso, o que se deve fazer? Não é ficar atrás e consentir, agradecido por tudo. É lutar pelo que você tem direito”, revoltou-se, sem economizar nos palavrões!
“Correr é a minha vida. Para mim não serve 99%, quero 100%.O limite está na totalidade…Eu nunca considero a possibilidade de um acidente.” Ayrton Senna em entrevista após o GP do Japão, em 1991.

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